Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 16/07/2022

“Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância”. A afirmação, atribuida ao humorista Barão de Itararé, pode facilmente ser aplicada ao descaso popular perante as ameaças do aquecimento global, já que a falta de um incômodo social diante de tal entrave contribui para a persistência do problema. Isso ocorre ora em função da má formação socioeducacional, ora pela ineficácia do Estado em encontrar soluções que garantam o reconhecimento da urgência do assunto pelos cidadãos.

Primariamente, deve se destacar a deficiente formação socioeducativa, como um dos desafios do tema, ao se considerar a falta de palestras em instituições educacionais que abordem a seriedade das mudanças climáticas e suas consequências. Além disso, é indispensável o ensino do papel público em seguir as orientações científicas de como prevenir o agravamento da situação, visto que o principal culpado pelas alterações atmosféricas é o homem. Claire Fagin, educadora norte-americana, idealiza o conhecimento como uma oportunidade para fazer a diferença, pontuando a necessidade de uma maior ação dos educadores na instrução de substituições diárias que podem reduzir a emissão de dióxido de carbono para o ambiente aos alunos.

Ademais, frisa-se a ineficácia do Estado como um impasse para a solução da indiferença comum diante das alertas sobre o efeito estufa. Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo que a cerca. Sob essa ótica, constata-se o papel dos órgãos governamentais em disseminar os principais estudos científicos sobre as mudanças climáticas, com a intenção de manter a população informada a respeito da tese.

Depreende-se, portanto, o reconhecimento da seriedade das ameaças do aquecimento global. Diante disso, cabe ao Estado investir na qualificação de profissionais da área da educação, de forma a capacitá-los a debater sobre as mudanças climáticas, por intermédio de projetos lúdicos que busquem atrair o interesse do estudante a assumir novas atitudes que busquem transformar o cenário atmosférico atual.