Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 06/08/2022

A obra cinematográfica ‘‘O dia depois de amanhã’’, retrata o possível futuro do planeta caso a emergência do aquecimento global continue sendo descreditada: uma catástrofe climática abrupta e com consequências graves. A narrativa retratada no filme, ainda que distópica, serve como aviso para a realidade do Brasil atual, marcada pelo negacionismo e negligência governamental referente à educação.

Mormene, é necessário pontuar que, o número excessivo de declarações negacionistas do Presidente da República — Jair Messias Bolsonaro — acerca de questões significativas sobre o meio ambiente e tópicos da área da saúde, exercem um poder de manipulação midiática, criando na população certa despreocupação frente à gravidade desses problemas, e aos seus comportamentos que os acentuam ainda mais, vide desmatamento e poluição. Esse comportamento pode ser associado a um personagem do livro ‘‘1984’’ de George Orwell, um ditador, que controla a percepção do povo, utilizando-se de mentiras para que se adequem aos desejos das autoridades.

Ademais, a indiligência estatal para com a educação, facilita ainda mais a descredibilização de tópicos importantes sobre o meio ambiente. Nesse sentido, é lícito referenciar o filósofo alemão Immanuel Kant, que afirma que ‘‘O ser humano é aquilo que a educação faz dele’’. Portanto, na conjuntura brasileira contemporânea, a falta de uma boa base educacional desde a primeira infância, dificulta a mitigação das problemáticas supracitadas e favorece a perpetuação de ideais mentirosos.

Desse modo, evidencia-se a necessidade da construção de um melhor ensino no Brasil. Por conseguinte, o Ministério da Educação deve promover o pensamento crítico desde os primeiros anos escolares e alertar sobre a alienação nas escolas, além de realizar campanhas informativas por intermédio das redes sociais, utilizando-se de dados científicos que visam alertar a população sobre a importância da preservação da natureza.