Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?
Enviada em 08/08/2022
No filme “Tempestade: Paneta em Fúria”, diante as consequências climáticas irreversíveis pelo aquecimento global, como drásticas mudanças climáticas, inundações, redução de biodiversidade, um grupo de cientistas desenvolve satélites com o objetivo de mudar artificialmente o clima. No que tange a realidade, os impactos ambientais são cada vez mais presentes e preocupantes, tendo em vista que, diferentemente do cenário fictício, não existem tecnologias que possibilitam o tal uso, transferindo toda a responsabilidade às ações humanas.
Nesse sentido, vale ressaltar que um grande empecilho em relação à solução da temática, relaciona-se à negação da existência desta. Um exemplo a ser citado é o Donald Trump, eleito com mais de três milhões de votos à presidência nos Estados Unidos, em 2016, onde em diversas coletivas de impressa alegou que o aquecimento global seria uma invenção. Tendo em vista que seu país, teve uma emissão de 36,6 toneladas de carbono, em 2021, aponta G1, sendo o segundo maior emissor de CO2, agente responsável pelo aquecimento global, esse discurso torna-se a situação cada vez mais alarmante.
Além disso, é fundamental apontar o estudo feito pela Oxfam, em 2020, no qual definiu que o 1% mais rico do mundo emite o dobro de CO2 que metade mais pobre. Deste modo, o dado apenas enfatiza a ideia da desigualdade social, assim atribuindo a responsabilidade para a elite, tirando o poder da parte mais desfavorecida ter atitudes que realmente impactariam positivamente neste cenário. Com isso, é pertinente mencionar o caso de kyle Jenner, blogueira milionária que está sendo processada por crime ambiental, após usar seu jatinho particular para voo de três minutos.
Portanto, faz-se necessário o compromisso coletivo de reduzir as emissões de carbono da faixa mais rica da sociedade, que polui de forma desproporcional o mundo, além das indústrias, por meio de fiscalização, por parte dos Governos em parceria com a ONU e os órgãos especializados em meio ambiente, a fim de cessar este problema. Outrossim, é imprescindível o incentivo a debates, em escolas, centros estudantis, com auxílio de ativistas e especialistas. Bem como campanhas de conscientização de todos, para que este assunto tenha a visibilidade necessária.