Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 25/08/2022

A obra “O Grito”, do artista norueguês Edvard Munch, coloca em destaque um ser que parece experimentar extremo desconforto e pânico com sua realidade. Essa representação vai de encontro à ausência do sentimento de estranhamento social em relação ao aquecimento global, visto que, contrário ao pensamento do personagem, a sociedade não mais se espanta, tendo atitude indiferente diante ao assunto. Desse modo, torna-se imprescindível analisar criticamente a omissão governamental e negligência do setor educacional como propulsores desse contexto hostil.

Ademais, torna-se evidente que a lacuna educacional cristaliza a falta de seriedade da sociedade frente a problemática supramencionada. Sob essa óptica, Paulo Freire, filósofo brasileiro, critica a postura omissa do sistema de ensino que valoriza uma vertente tecnicista e não emancipa o estudante para lidar com problemas sociais. Diante dessa perspectiva, a manutenção da estrutura educacional deficitária na propagação de conteúdos sobre ecologia agrava o aquecimento global, visto que negligencia ao cidadão a conscientização sobre os seus diversos maléficios - tal como o derretimento das geleias, a diminuição da flora e da fauna e o aumento da temperatura global. Portanto, a não ministração de aulas e eventos os quais abordam sobre essa temática promove, lamentavelemnte, a naturalização de atitudes, no tecido social, que agravam o aquecimento global, como a queima desregulada dos combustíveis fósseis.