Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?
Enviada em 22/08/2022
Gil Vicente tece uma feroz crítica ao comportamento problemático da humanidade em “O Auto da Barca do inferno”. É possível visualizar a perspectiva vicentina na ameaça do aquecimento global, que não está sendo levado a sério e as pessoas estão ignorância esse grande problema. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas o consumismo e o silenciamento.
Dessa forma, em primeira análise, o consumismo é um desafio presente no problema. Para Zygmunt Bauman, “o problema não é consumir; é o desejo insaciável de continuar consumindo”. Nessa lógica, percebe-se o perigo de tal desejo, que gera aquecimento global, visto que as pessoas continuam com a queima de combustíveis fósseis e queimadas cada vez mais, ignorando que o planeta está em ameaça. Assim, é preciso atuar sobre a mentalidade consumista para resolver tal questão.
Em paralelo, o silenciamento é um entrave no que tange ao problema. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado na questão do aquecimento global que está sendo ignorado por pessoas que talvez nem saibam o que está acontecendo no planeta. Então, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ele, como defende a pensadora.
Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, a Netflix deve criar um documentário, por meio da divulgação dos impactos do consumismo no aquecimento global, a fim de reverter a mentalidade do consumo exacerbado. Tal ação pode, ainda, conter uma divulgação nas redes sociais da empresa “streaming”. Paralelamente, é preciso intervir sobre o silenciamento presente na questão. Dessa forma, a sociedade retratada por Gil Vicente poderá permanecer na ficção.