Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 18/08/2022

Em 1999 foi criada a Lei de Educação Ambiental, a qual obriga as instituições de ensino a falarem sobre o meio ambiente e sobre a interferência das ações huma-nas nos processos naturais. Em concordância a tal fato, percebe-se o quão tardia foi a disseminação de informação do clima para a sociedade brasileira, o que cor-robora com posições de descrença e negligencia sobre assuntos como as mudan-ças climáticas. Assim, torna-se pertinente abordar o negacionismo climático e a defesa psicológica para entender o porquê de o aquecimento global ser ignorado.

A princípio, é válido explorar a radicalização acerca da calefação terrestre como um dos motivos de as ameaças climáticas serem desprezadas. Nessa perspectiva, o climatólogo e professor da Universidade de São Paulo, Ricardo Augusto Felício, faz parte da corrente de negacionistas climáticos, e afirma que o aquencimento global é uma teoria nunca provada e uma estratégia de países desenvolvidos para evitar o aumento do padrão de vida dos subdesenvolvidos. Isso demonstra que há um gru-po de indivíduos que acreditam na inexistência do aumento de temperatura global, o que contribui com a negligência da população perante diversos problemas climá-ticos. Destarte, entende-se que o negacionismo é uma das razões do aquecimento global ser um ameaça ignorada e vista sem seriedade.

Além disso, é mister discorrer a defesa psicológica diante de informações proble-máticas como mais um motivo do menosprezo às ameaças do clima. Nesse senti-do, o diretor do Programa de Comunicação em Mudança Climática da Universidade de Yale, Anthony Leiserowitz, afirma que a descrença climática é uma defesa psi-cológica frente aos diversos outros problemas na vida dos indivíduos. Tal ideia res-plandece que as mudanças do clima e os impactos gerados são levados a segundo plano por se algo nem sempre tão “palpável” às pessoas. Logo, nota-se que o ato de ignorar as ameaças climáticas é dado por um mecanismo de defesa psicológica.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para que o clima seja levado a sério. Então, cabe ao governo federal a adoção de de estretégias de melhorias cli-máticas, por meio da integração estadual, como intensificação da preservação de espaços naturais e incentivo à participação popular, para que levem mais a sério a situação do clima. Assim, em conjunto com a lei acima, o clima terá mais destaque.