Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?
Enviada em 01/10/2022
A obra “O grito”, do pintor Edward Munch, retrata uma figura em um momento de desespero e preocupação. De maneira análoga à obra expansionista, tal desconforto também se faz presente no atual cenário mundial, já que grande parte do tecido social ignora a ameça e a seriedade do aquecimento global. Desse modo, é imprescindível salientar a alienação e a influência midiática como agentes agravadores deste entrave.
Diante do exposto, é lícito postular a intrínseca relação entre a carência informacional e o impasse. Sob esse espectro, Sócrates afirma que os erros são consequência da ignorância humana. Nesse sentido, tal afirmação pode ser elucidada ao observar que grande percentual da população mundial não compromete-se em pesquisar sobre o assunto e obter conhecimento por meio de canais científicos, visto que muitos acreditam envolver questões políticas. Consequentemente, se mantém ignorante sobre o problema e não responde aos avisos dos cientistas.
Ademais, é imperioso destacar a ingluência midiática como precursor da problemática. Sob esse viés, segundo Adorno, a mídia é capaz de tirar a liberdade de pensamento dos espectadores e manipula-los. Nessa óptica, tal conjuntura pode ser evidenciada ao analisar que, nas redes sociais, as pessoas são bombardeadas por inúmeras informações e opiniões sobre o aquecimento global, onde muitas são errôneas, e influenciam nos seus pensamentos. Assim, influenciadores midiáticos que perpetuam a ausência de perigo com o planeta colaboram para a continuação deste imbróglio.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para a resolução do entrave. Dito isso, é de incumbência do Governo, como instância máxima de administração executiva, proporcionar palestras públicas e maior circulação de alerta entre os países, por intermédio das redes sociais, propagandas e campanhas, com o fito de atingir e informar o máximo possível de pessoas ao redor do mundo com maior eficiência. Além disso, em parcerias com empresas midiáticas, controlar a perpetuação das informações falsas por meio de fiscalizações e alertas e, assim, o impasse será mitigado.