Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?
Enviada em 05/10/2022
A Conferência das Nações Unidas sobre mudanças do Clima 2021, foi uma reunião chefiada pela Organização das Nações Unidas, com o intuito de discutir sobre o aquecimento global e preservação da fauna e flora. No entanto, fora da sala de reunião, o tema não é tratado com a devida importância seja pela influência da “Indústria Cultural”, seja pela inoperância estatal para lidar com pautas ambientais. Nesse sentido, é fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento social.
É importante enfatizar, de início, a ligação do quadro deletério com a ideologia da “Indústria Cultural”. Segundo os pensadores da Escola de Frankfurt, a sociedade é marcada profundamente pela Revolução Industrial, com isto, observa-se dois fatores relevantes a massificação do pensamento e grande emissão de gás carbônico pelas indústrias e outros. Dessa forma, a ausência de senso crítico, torna o meio ambiente como algo sem valor, isto é, sempre visto em segundo plano, assim, investimentos são realizados sempre inadequadamente. Por conseguinte, a grande emissão do gás de efeito estufa faz parte da sociedade contemporânea, seja pela grande emissão das fábricas, mas também, pelos automóveis. Logo, é inviável que esse cenário continue a perdurar.
Cabe destacar, em segundo lugar, a negligência do Estado como responsável pelo tratamento amador dado ao meio ambiente. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade é marcada por esferas de poder que possuem o papel de orientar os segmentos sociais, todavia, na prática são inoperantes, assim, aplica-se o conceito de Instituições Zumbis. Sob essa ótica, nota-se na Amazônia brasileira o registro de quase 9000 focos de incêndios, assim sendo, caso uma legislação ambiental mais rigorosa entrar em vigor, ou seja, fiscalização e multas irá diminuir queimadas na Floresta, como divulga o portal G1. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a tomada de ações para mudança de cenário.
Fica claro, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para combater esses obstáculos. Para isso, é válido que o Tribunal de Contas da União direcione capital, por intermédio do Legislativo atos políticos exclusivos direcionados para o combate ao aquecimento global. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente possui o papel de capacitar profissionais para educar o povo brasileiro, por meio de aulas ministradas por indivíduos capacitados, assim, haverá o desenvolvimento social alinhado com o progresso da natureza.