Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 07/11/2022

No filme animado “Wall-e”, é retratada uma Terra que, após anos de intensa exploração e poluição atmosférica, a humanidade foi obrigada a abandonar o planeta e viver em uma nave. Análogo à obra, a contemporaneidade vem trilhando caminho próximo de destruição e que colocam em risco a continuidade da espécie humana ao ignorar as consequências do aquecimento global. Diante desse cenário, é necessário analisar os motivos que permitem que essa mazela não seja vista com a devida seriedade, seja pela lógica mercantilista, seja pela falta de informação.

De início, a atual estrutura econômica mundial é causa fundante do problema. Conforme o filósofo Karl Marx, a sociedade capitalista tem como principais marcas a competitividade e a busca incessante por lucros. Sob esse prisma, a contenção do aquecimento global se torna um obstáculo para os capitalistas, dado que adotar medidas ecológicas diminuem a acumulação de riquezas. Dessa forma, a proteção dos sistemas ambientais é posta em segundo plano e atitudes que agravam o problema continuam a ser utilizada em larga escala, como os combustíveis fósseis.

Ademais, a falta de informação do corpo social potencializa a temática. No filme da Netflix “Não Olhe Para Cima”, o planeta está prestes a ser destruído por um meteoro, porém, parcela da população, manipulada por grandes empresários, desacredita que seja verdade o informado por pesquisadores. Nesse sentido, a contemporaneidade guarda similitude com a obra, uma vez que não é incomum observar contestações, em relação ao aquecimento global, que alegam ser falsas as informações fornecidas por cientistas. Dessa forma, a população não se uni em prol do objetivo de proteger o planeta e os danos ambientais persistem.

Depreende-se, portanto, que não se pode ignorar a ameaça do aquecimento global e esse deve ser tratado com seriedade. À vista disso, é dever do Ministério do Meio Ambiente - órgão responsável pelas diretrizes ecológicas- atuar para que o Brasil cumpra sua parte na defesa ambiental. Isso pode ser feito por meio de campanha publicitária que conscientize a população a adotar hábitos sustentáveis, como meios de transportes não poluentes e diminuição do consumo, a fim de que se possa frear o aumento da temperatura global. Assim, o cenário distópico de destruição ficará restrito ao “Wall-e”