Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?
Enviada em 10/11/2022
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, e impõe-se ao Poder Público e à coletividade o dever de preservá-lo. Porém, é notório que essa afirmação encontra-se ferida, uma vez que os problemas ambientais não são tratados com a devida seriedade. Isso posto, torna-se imprescindível entender os fatos que contribuem para esse ideal apático, fundamentados em consumismo e globalização acelerada.
Em primeiro lugar, o consumo exagerado é uma das principais causas da negligência em relação ao aquecimento global. Nessa perspectiva, é válido citar a Revolução Industrial que, por meio da criação de novas tecnologias, conduziu o ato de comprar como hábito estimulado para satisfazer necessidades supérfluas. Desse modo, o estilo de vida incorporado após o acontecimento histórico citado fez com que as pessoas se importassem mais em adquirir bens materiais demasiadamente a preservar o meio ambiente, o que traz como consequência desastres naturais acentuados.
Em segundo lugar, a globalização é caracterizada como impulsionadora desse impasse. Nesse viés, o filme Wall-e retrata o mundo em um cenário catastrófico, com a presença de gases tóxicos e poluição excessiva, o que força a população a deixar a Terra e buscar vida em outro planeta. De maneira análoga à obra, a situação abordada pode se tornar realidade, já que a integração mundial possibilitou o aumento da emissão de gases de efeito estufa, devido ao imenso uso de automóveis e aumento do desmatamento, com o objetivo de gerar riquezas. Logo, medidas são necessárias para sanal tal obstáculo.
Portanto, cabe à ONU, principal órgão de cooperação internacional, intensificar o monitoramento do estado ambiental de cada país, por meio do aumento de multas aos que não adotarem uma prática sustentável de desenvolvimento. Paralelamente, a mídia, instrumento de ampla abrangência, deve conscientizar a população sobre os efeitos do aquecimento global, pelo uso de propagandas na internet e na televisão, a fim de que as pessoas consumam e poluam menos. Assim, espera-se que o decreto ambiental da Carta Magna se torne realidade.