Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 10/11/2022

Em 1992, o Brasil sediou um dos maiores eventos de preservação ambiental

da história recente: a Cúpula da Terra, também conhecida como Eco-92. Todavia,

a falta de importância em relação ao aquecimento global coloca em risco os objetivos da conferência, uma vez que afeta o equilíbrio do planeta. Com efeito, para promover a sustentabilidade, há de se combater não só a irresponsabilidade social, mas também a omissão estatal.

Diante desse cenário, a falta de consciência ambiental por parte dos negacionistas representa grave problema. Nesse viés, embora o artigo 225 da Carta Magna assegure o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, o Brasil ainda está distante de vivenciar tal realidade,principalmente por conta da omissão social. Esse problema se justifica pela seriedade do aquecimento global,um problema que,segundo Jim Yong Kim,presidente do Banco Mundial, pode acabar com 40% das terras aráveis da África e submergir Bangcoc. Assim, é incoerente que a nação “verde” seja marcada pelo desrespeito e pela indiferença aos recursos do meio ambiente que orientam a cor da bandeira nacional.

Ademais, Norberto Bobbio — expoente filósofo italiano — afirma que as autoridades devem não apenas ofertar os benefícios da lei, mas também garantir que a população usufrua deles na prática. Nesse sentido, a partir do raciocínio de Bobbio, o Estado precisa não apenas criar políticas públicas de sustentabilidade, mas também sensibilizar a população nesse sentido, o que não ocorre no Brasil, já que o número de negacionistas ambientais continua a subir,representando um grave problema para o equilíbrio ecossistêmico. Desse modo, enquanto a omissão estatal for a regra, os negativistas continuarão com sua postura poluente.

Portanto, para que o Brasil alcance os objetivos da Eco-92, as escolas —

responsáveis pela transformação social — devem estimular a população a desenvolver boas práticas em relação ao aquecimento global, por meio de projetos pedagógicos, como aulas e palestras capazes de mobilizar o Estado e os negacionistas.Essa iniciativa terá a finalidade de garantir os direitos no artigo 225 da Carta Magna e de levar o Brasil a experimentar, de fato, a sustentabilidade.