Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 23/02/2023

Apesar de amplamente conhecido, o aquecimento global ainda não é visto com seriedade por muitos integrantes da sociedade. Mesmo com esforços de ONGs, ativistas climáticos e dados científicos, a humanidade como um todo insiste em continuar com seus mesmos habitos. Diante disso, a não seriedade com o tema acarreta não só no agravamento da situação climática mundial, como também expõe as problemáticas do negacionismo científico.

O ambientalista, Ailton Krenak, em seu livro “O amanhã não está à venda”, tece ensaios sobre a atual situação ambiental da Terra. Um dos principais expoentes é justamente o ser humano, que detem de um consumismo descontrolado e danoso ao meio-ambiente. Ademias, Krenak afirma que tal expoente é encabeçado por grandes corporações, que visando o lucro, não dão a devida atenção aos estragos causados na retirada de matéria prima da natureza. Deste modo, não se trata essencialmente de um indivíduo, mas de todo um processo que se agravou a partir do crescimento exponencial da atuação do ser humano na natureza, que tem sua gênese na Revolução Industrial.

Outrossim, desde o início do século XXI, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulga dados sobre as alterações climáticas e temperaturas médias globais. Todavia, tais estudos não estão mais provocando um alarme generalizado na sociedade, tanto pela normalização do tema quanto pelo negacionismo com relação aos dados publicados. Os mesmos comportamentos sociais poderam ser observados na pandemia do Covid-19, sendo também uma catástrofe global que gerou desavenças e desconfianças diante de dados científicos.

Portanto, medidas devem ser discutidas e planejadas para que o aquecimento global tenha a devida relevância. Sendo de escala mundial, não cabe a só um país, mas sim a colaboração de várias nações ao combate à depredação da natureza e o negacionismo científico. Programas como o Acordo de Paris, podem ser subdivididos entre continentes, para que haja um melhor controle, assim como a criação de iniciativas no combate à desinformação ambiental, para que diminua o negacionismo. Assim, poderemos viver em melhor hamonia com o nosso lar.