Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 13/03/2023

Em 2022, chuvas afetaram a Região metropolitana de Recife, Pernambuco. Elas ceifaram a vida de mais 100 pessoas e deixou mais outras centenas desabrigadas, além de ter afetado gravemente a economia do estado. Eventos como esse acontecem com frequência e provam a existência do aquecimento global, porém, muitos ainda não enxergam o fato com a devida seriedade. Isso acontece devido a maneira como o tema é apresentado à população e ao questionamento da acuidade científica por parte de oportunistas político-midiáticos.

A priori, é vital entender que um dos motivos que faz com que o aumento da temperatura no globo ainda não seja visto como importante advém da linguagem muito proficiente utilizada pelos interlocutores. Por exemplo, o documentário “Uma Verdade Incoveniente”, que mostra as consequências do efeito estufa na terra ganhou vários prêmios. Contudo, aborda o tema por meio de números complexos e exemplos que não são relevantes para o cidadão regular. Assim, é possível perceber que as teorias pedagógicas de Paulo Freire permanecem válidas, no sentido de que ao educar alguém, o conteúdo precisa ter relevância para o educando. Desta forma, as pessoas envolvidas nos processos de luta e conscientização da existência do aquecimento global precisam reavaliar os caminhos utilizados até o momento e encontrar maneiras mais efetivas de atuação.

Ademais, um segundo ponto que explica a persistente ignorância sobre o aquecimento global reside no oportunismo político na mídia. Tal como o ex-presidente americano, Donald Trump, outros utilizam plataformas digitais para disseminar informações falsas, a fim de angariar capital político por meio do extremisto e teorias da conspiração. Ou seja, exploram a ineficácia do sistema educacional ao afirmar que o planeta não está ficando mais quente. Desta maneira, a teoria marxista que postula que os dentores dos meios de produção também são responsáveis pela destruição ambiental é validada, uma vez que a política e o capital financeiro andam de mãos dadas. Então, fica claro que o cidadão precisa não só ser dono do seu meio de produção, mas também assumir um protagonismo na luta pela preservação do meio ambiente.

Em suma, o aquecimento global ainda não é entendido como uma ameaça iminente ao globo. Por isso, é recomendado que o secretariado para questões climáticas das Nações Unidas desenvolvam projetos educacionais por meio de aulas, materiais educativos e capacitaçãos de profisionais com o fito de desenvolver capacidade crítica contextualizada e relevante sobre o tema em ilhas comunitárias ao redor do mundo. Assim, as pessoas passarão a atuar de forma consciente na redução da temperatura do globo e tragédias como a de Recife poderão ser evitadas.