Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?
Enviada em 11/05/2023
No filme “Não Olhe Para Cima”, de 2022, a ameaça da queda de um asteróide capaz de extinguir a raça humana é visto com indiferença por políticos e civis, apesar dos alertas feitos pela comunidade científica quanto à gravidade desse evento. De forma análoga, tal situação assemelha-se à realidade de ambientalistas que falam sobre os riscos catastróficos do aquecimento global, que são negligenciados pelos governos. Com base nesse viés, é fundamental discutir as causas da displiscência sobre o aquecimento global no Brasil.
Nesse sentido, é possível identificar que uma das justificativas da apatia popular quanto a esse assunto é a ascensão do movimento negacionista no Brasil. Com isso, a professora Lilian Schwartz alega que, em momentos de crise, o negacionismo costuma se fortalecer, embasando-se em discursos conspiratórios e carecendo de comprovações científicas. Logo, vê-se que a crise ambiental existente desde a Primeira Revolução Industrial acaba por gerar uma histeria generalizada, fazendo com que as conspirações sejam uma forma fácil de escapar da realidade.
Ademais, convém pontuar que outra causa desse processo é a disseminação de notícias falsas nos meios de comunicação. Em virtude da Terceira Revolução Industrial, ocorre uma massiva expansão tecnológica nos últimos anos. Com isso, notícias veiculadas através de chats de mensagem na internet, sem qualquer controle quanto a veracidade de tais informações, tem se tornado extremamente comuns, aumentando a presença de grupos conspiratórios em fóruns online. Portanto, a falta de fiscalização quanto à informações falsas sendo publicadas como verdadeiras pode gerar graves consequências, como a crença da inexistência do aquecimento global.
Diante dessa realidade, urge a necessidade de intervenção do Estado para que esse problema seja erradicado. Por consequência, torna-se fundamental a criação de um conjunto de leis que, através da regulamentação de aplicativos de conversa, impeçam a formação de grandes grupos conspiratórios que disseminem ideias infundadas que, caso interpretadas por pessoas leigas, não sejam tidas como verdades. Dessa forma, o combate às “fake news” é essencial para uma eficaz solução desse óbice.