Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?
Enviada em 27/09/2023
Em 2021, as Nações Unidas organizaram um dos maiores eventos de preservação ambiental da história recente: a Conferência da ONU sobre biodiversidade,também conhecida como COP-15. Todavia, as mudanças climáticas mostra que o Brasil desrespeita os objetivos propostos na convenção. Com efeito, para promover a sustentabilidade, há de se combater a irresponsabilidade social e a omissão estatal.
Sob essa perspectiva, a falta de conciência ambiental da população brasileira representa grave problema. Nesse viés, embora o artigo 225 da Carta Magna assegure o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, o Brasil ainda está distante de vivenciar tal realidade, principalmente por conta da omissão estatal. Esse problema se justifica por exemplo com as queimadas na Amazônia. Assim, é incoerente que a nação “verde” seja marcada pelo desrespeito e pela indiferença aos recursos do meio ambiente que orientam a cor da bandeira nacional.
Ademais, a inércia estatal motiva a continuidade da problemática. Nesse sentido, Noberto Bobbio - expoente filósofo italiano- afirma que as autoridades devem não apenas ofertar os benefícios da lei, mas também garantir que a população usufrua deles na prática. Sob essa lógica, a partir do raciocínio de Bobbio, o Estado precisa não apenas criar políticas públicas de sustentabilidade, mas também sensibilizar a população nesse sentido. Essa falta de iniciativa estatal é evidenciada pela não utilização das fontes de energia renováveis, denominada energia limpa. Desse modo, enquanto a omissão estatal fo regra, a sustentabilidade será uma excessão no Brasil.
É urgente, portanto, que escolas - responsáveis pela transformação social- discutam a falta de conciência ambiental, por meio de projetos pedagógicos sociais como palestras com a comunidade. Essa iniciativa terá a finalidade de solucionar o aquecimento global e de garantir as propostas das Nações Unidas seja, em breve, a realidade no Brasil.