Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 05/10/2023

Em julho de 2023 a temperatura média no mundo ficou 1,5 °C mais quente em comparação ao que era no período pré-industrial aponta a ONU. Além disso, na última cúpula do G20 um dos principais assuntos foi a crescente da temperatura global, de acordo com a Folha de São Paulo. Dito isso, muito se fala do aumento do aquecimento global, porém pouco se faz efetivamente e isso pode trazer situações severas para a humanidade.

Primordialmente, desde 2015 e a organização do Acordo de Paris o aquecimento global, a emissão de gases do efeito estufa e o aumento da temperatura média mundial. Nesse aspecto, deve-se ter em mente que aproximadamente 62% da energia mundial é gerada por meio de combustíveis fósseis, de acordo com relatório feito pela ONG Ember em 2021, sendo uma das principais causas do aumento da temperatura global. Dessa forma fica evidente a dificuldade no cenário mundial em substituir as fontes de energia poluentes por fontes de energia limpa.

Ademais, as mudanças climáticas são extremamente problemáticas, pois tem como consequências o derretimento de geleiras, aumento do período de secas, aumento do nível do mar, ocorrência de chuvas mais severas, deslizamentos de terra, enchentes e entre outros. Dessa maneira o equilíbrio da natureza e seus ecossistemas é prejudicado, juntamente com a humanidade e o meio em que vivemos, tomando como exemplo a forte onda de temporais na região Sul do Brasil, que já deixou 83 municípios em estado de alerta de acordo com matéria do G1. Assim, fica evidente que a situação é problemática, pois fere o artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que dá como direito saúde, bem estar e segurança para todas as pessoas.

Portanto, a fim de resolver os problemas apresentados a ONU, por meio da Conferência das Partes, deve instituir ações imediatas para o controle do clima, como por exemplo parcerias internacionais para substituição dos combustíveis fósseis por fontes de energia renovável e maior adesão ao programa de crédito de carbono. Tais ações apresentarão como efeito a redução da emissão de gases do efeito estufa, o que por si só terá como consequência a diminuição da temperatura média global e o começo do reequilíbrio na natureza.