Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 03/11/2023

Durante o processo de modernização do modo de produção, características do método atual advém das transformações sofridas na Revolução Industrial, na segunda metade do século XVIII, em que a elevada capacidade de produção negligencia a finitude de recursos naturais e a preservação do meio ambiente. Sob essa ótica, no limiar do século XXI, muito se tem discutido sobre os impactos das mudanças climáticas no Brasil contemporâneo, o que torna premente a discussão acerca da escassez legislativa ambiental e a exploração capitalista.

Mormente, a escassez legislativa ambiental é uma problemática agravante das mudanças climáticas. Nesse viés, o sociólogo francês Émile Durkheim caracterizou o estado de anomia social como a ausência de normas que resultam na desordem popular, incluindo, também, as normas ambientais. Paralelo a isso, o problema caracterizado reflete no Brasil hodierno, uma vez em que a insuficiência de leis propiciam o desmatamento florestal e agravam o cenário alarmante das adversidades climáticas, o que propicia o quadro precário estabelecido pelo sociólogo.

Outrossim, o tema é exposto ao risco por meio da exploração capitalista, que, assim como na Revolução Industrial, perpetua a prática irresponsável de priorizar a produção material ao ato sustentável. Sob o mesmo ponto de vista, o filósofo chinês Confúcio relatou em suas obras que “O homem joga fora sua saúde para conquistar dinheiro. Depois, usa o dinheiro para reconquistá-la”, o que comprova a imprudência do indivíduo com o próprio meio em que vive, e, então, arrisca a própria saúde para o fim capitalizador.

Diante dos argumentos supracitados, é, portanto, fulcral a adoção de medidas públicas. Isso posto, o Governo Federal deve, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, responsável pela normatização ambiental, aumentar o número de leis que vise a preservação ecossistêmica, especialmente em regiões florestais, com o fito de sanar práticas insustentáveis, e, assim, atenuar os impactos negativos da mudança climática. Somente assim a sociedade se distanciará das ações errôneas que perduram na contemporaneidade.