Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 09/01/2024

Segundo João Bosco da Silva, economista brasileiro, “A preservação ambiental e a responsabilidade social são um compromisso com a vida”. No entanto, não parece este ser um consenso entre muitas pessoas, tendo em vista que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade. Nesse contexto, deve-se apontar o habitualismo com o problema e o imediatismo como principais impulsionadores dessa problemática.

Diante desse cenário, nota-se o quanto a habitualização com o problema prejudica sua resolução. Segundo Simone de Beauvoir, filósofa francesa, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. No contexto hodierno, ao não se importar com os efeitos do aquecimento global por já ter se naturalizado com eles faz com que mantenha-se o quadro de ausência de ações efetivas por parte da nação, no que tange a reversão desse contexto, mantendo assim a evolução contínua e ininterrupta do aquecimento global.

Ressalta-se, ademais, o quanto o imediatismo potencializa essa condição. De acordo com o filósofo britânico Zygmunt Bauman, “a sociedade atual está pautada no imediatismo”. Tal comportamento por parte da população tem por desencadear uma falta de perspectiva a respeito do aquecimento global, já que, uma vez pautada a visão de curto prazo tão pouco importa o futuro longínquo, futuro esse onde as consequências desse fenômeno serão de proporções imensuráveis.

Diante desse cenário, denota-se a urgência de propostas governamentais que alterem esse quadro. Portanto, cabe ao Estado - em sua função de promotor do bem estar social - em parceria com programas midiáticos a inicialização de campanhas que tenham como objetivo alertar os cidadãos a respeito do aquecimento global e suas consequências, por meio de propagandas em horário nobre. Com essas medidas, espera-se que a preservação ambiental seja um compromisso de todos, como bem falou João Bosco da Silva.