Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 26/05/2024

Sób a égide da Constituição Federal de 1988 - norma suprema responsável por traçar os parâmetros do sistema jurídico -, o poder público, conforme o artigo 225, tem o dever de defender e preservar o meio ambiente. No entanto, o panorama de negligência ambiental, evidenciado no Brasil, reflete uma grave lacuna legislativa. Dessarte, faz-se profícuo analisar não só o modo como a inoperância estatal contri-bui para a manutenção do aquecimento global, mas também como a sociedade de-sinformada banaliza o revés no país.

É mister ressaltar, em primeira instância, que a falta de seriedade estatal em tra-tar as alterações climáticas dificulta a supressão do empecilho. Isso se deve ao fato de que as metas governamentais são traçadas rumo à sustentabilidade, tais como os acordos internacionais sobre o meio ambiente, mas não há a consumação da trajetétoria para atingí-las. Em consonância, os dados do Observátorio do Clima, ratificam o aumento exponencial na emissão de gases de efeito estufa que colo-cam a nação verde-amarela como o quinto país mais poluidor do mundo, indo con-tra o Acordo de Paris, que preconizava a redução dos poluentes na atmosfera.

Outrossim, a desinformação, no que concerne o avanço do aquecimento global, é outra faceta que atua como mola propulsora para o óbice. Isso ocorre porque há um problema estrutural, isto significa, de senso comum, enraizado na forma como a sociedade enxerga as mudanças climáticas, que desresponsabiliza o indíviduo dos problemas ambientais, através da justificativa de que o aumento da tempera- tura é um fator geólogico natural que ocorre ao longo dos anos. Conforme, René Descartes, filósofo racionalista, não pode a sociedade se basear em informações sem respaldo científico, dado que somente delas advém o legítimo progresso.

Dado o exposto acerca dos fatores que contribuem para a constância do aqueci-mento global, infere-se que medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, as instituições educacionais, responsáveis por instruir o cidadão desde a tenra infância, devem criar campanhas de consciêntização ambiental por meio de pales-tras sobre a temática abertas à comunidade escolar e debates em sala de aula. Es- sa medida objetiva tornar os indivíduos conscientes da crise climática e, por con-seguinte, incentiva a seguirem os preceitos teóricos que regem a Carta Magna.