Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 03/06/2024

Aldous Huxley defende: “Os fatos não deixam de existir só poque são ignorados”. Tal perspectiva é a mundial em relação ao aquecimento global, visto que, ele vem se agravando com o aquecimento dos mares e aumentando a temperatura mundial. E mesmo assim essa ameaça continua ignorada e jogada para de baixo do tapete. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na manutenção do reinado dos combustíveis fosseis e no pouco interesse das grandes mídias sobre o assunto.

Nesse cenário, em primeiro plano, é preciso atentar para a manutenção do reinado dos combustíveis fosseis como principal responsável pelo problema. Uma vez que, o consumo mundial de tais combustíveis é um dos grandes vilões do aquecimento global, já que, grupos mundiais como a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), seriam fortemente prejudicados, por campanhas por um mundo mais sustentável, assim como, uma possível troca do petróleo para um combustível biodegradável. Logo, é muito importante para a manutenção do poder deles que o mundo fique na ignorância em relação ao aquecimento global.

Em paralelo, o pouco interesse das grandes mídias sobre o assunto, também é um entrave no que tange ao problema. Não só a Conferencia Rio92, como também a Rio +20, são conferenciais mundiais que decidem o que será feito em benefício ao meio ambiente e discutem intimamente o aquecimento global. Entretanto, pouco se vê nas mídias, os jornais não divulgam e os canais abertos não têm interesse pois o conteúdo não é consumido pela grande massa e não gera audiência, logo, não rende recursos financeiros. Assim, gera um ciclo de desinformação e ignorância sobre como anda o aquecimento no planeta.

Portanto, são necessárias medidas de mitigar essa problemática. Para isso, a Organização das Nações Unidas (ONU), deve intervir estimulando globalmente a conscientização midiática sobre o assunto, por meio de operações em países estratégicos como o Brasil que é um bom palco mundial para falar sobre aquecimento global. Afim de reverter a ignorância mundial a respeito desse assunto tão sério. Também pode contar, com medidas políticas que exija mais transparências dos países da OPEP, em busca de mais sustentabilidade.