Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 22/07/2024

Em 1992, a Conferência ECO-92, realizada no Rio de Janeiro, abordou o tema do desenvolvimento sustentável, buscando novas formas de ampliar os cuidados com o meio ambiente. Apesar desse evento, o Brasil ainda convive com impasses para estabelecer uma visão de seriedade em relação ao aquecimento global, como o avanço do capitalismo e a inoperância governamental vigente na nação.

Nesse viés, é válido perceber que o aumento das indústrias é um fator importante para a ocorrência deste problema. Sob essa perspectiva, o filósofo Hans Jonas defende que um comportamento certo é aquele que pensa nas gerações futuras. Entretanto, o panorama nacional destoa do pensamento do autor, uma vez que empresas, visando ao aumento de lucros, fazem o uso massivo de recursos naturais e o desmatamento das florestas para a ocupação de suas fábricas, consequentemente degradando o meio ambiente.

Outrossim, cabe enfatizar a omissão estatal como outro fator a ser debatido. Nesse aspecto, o Estado muitas vezes não investe suficientemente na criação e implementação de projetos que levem informações sobre as consequências do aquecimento global — como o aumento da produção de CO2, um dos principais gases poluentes da atmosfera, afetando a saúde dos indivíduos com doenças respiratórias devido a poluição atmosférica . Tal panorama representa a violação da Constituição Federal de 1988, que garante o bem-estar social.

Portanto, é imprescindível que essa situação seja resolvida. O governo federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, deve promover campanhas publicitárias por meio das redes sociais — que são os principais veículos de formação de opinião , objetivando conscientizar a sociedade. Além disso, o legislativo deve desenvolver projetos de práticas sustentáveis para ajudar a população com os cuidados com o meio ambiente. Dessa forma, o desenvolvimento sustentável discutido na Eco-92 será exercido.