Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 23/09/2024

O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do Caminho”, retrata, de modo figurado, os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Analogamente, esse preceito assemelha-se à luta cotidiana contra o aquecimento global, visto que não se dá a devida atenção a essa problemática, evidenciando que o problema se desenvolve não só devido à negligência governamental, mas também à falta de conscientização da sociedade diante desse quadro alarmante.

Em primeiro plano, é lícito postular a ausência de medidas governamentais para combater a negligência governamental . Sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos que deveriam ser garantidos pelo Estado. No entanto, isso não ocorre em relação ao combate ao aquecimento global. Nesse sentido, por causa da baixa atuação das autoridades, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, a falta de conscientização da sociedade (ARGUMENTO 2) também pode ser apontada como promotora do problema. De acordo com dados do cotidiano e pesquisas recentes, a desinformação e a falta de engajamento da população em torno da gravidade do aquecimento global dificultam mudanças significativas. Partindo desse pressuposto, percebe-se que contribuem para a perpetuação desse cenário caótico.

Portanto, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do governo federal, será revertido em políticas públicas e campanhas de conscientização, uma vez que só desse modo o impedimento, com o objetivo de garantir um futuro sustentável, será removido.

Dessa forma, tirando as pedras do meio do caminho, construir-se-á um Brasil mais consciente e sustentável.