Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?
Enviada em 22/09/2024
O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do Caminho”, retrata, de modo figurado, os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Analogamente, esse preceito assemelha-se à luta cotidiana contra o aquecimento global, visto que, apesar das evidências científicas e dos alertas constantes, essa ameaça ainda não é vista com a seriedade necessária. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à ausência de ações governamentais eficazes, mas também à falta de conscientização da população diante desse quadro alarmante.
Diante desse cenário, a ausência de ações governamentais se destaca como promotora do problema. De acordo com o filósofo italiano Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para manter-se no poder, os governantes devem operar em busca do bem universal. No entanto, percebe-se que, no território nacional, a recorrência de obstáculos que atrapalham o combate ao aquecimento global é evidente, já que o Estado, mesmo sendo responsável por promover instrução e políticas ambientais, não cumpre o seu devido papel. Desse modo, é inadmissível que tal situação se perpetue, pois traz consequências gravíssimas.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de conscientização da população como promotora do problema. De acordo com o relatório “Igualdade Climática”, divulgado pela Oxfam, os 10% mais ricos do mundo são responsáveis por metade das emissões de CO2 . Partindo desse pressuposto, a desigualdade na contribuição para as emissões de gases de efeito estufa é significativa, e a falta de conhecimento sobre o impacto das ações individuais retarda a resolução do empecilho. Tudo isso contribui para a perpetuação desse quadro deletério, já que a conscientização e a mudança de hábitos são essenciais para mitigar os efeitos do aquecimento global.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o aquecimento global, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, será revertido em campanhas de conscientização e políticas públicas ambientais, através de programas educativos e incentivos fiscais para práticas sustentáveis