Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 23/09/2024

A Constituição Federal de 1988-norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra o aquecimento global, verifica-se que esse preceito é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à falta de conscientização, mas também ao interesse econômico diante desse quadro alarmante.

Em primeiro plano, é importante ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de conscientização. Sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, a população continua desinformada sobre os impactos reais do aquecimento global, o que dificulta a mobilização social para mudanças significativas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

De outro parte, o interesse econômico também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com dados do relatório da Oxfam International, os 10% mais ricos do mundo são responsáveis por metade das emissões globais de CO2. Partindo desse pressuposto, percebe-se que os interesses econômicos de grandes corporações e indivíduos influentes muitas vezes se sobrepõem às necessidades ambientais, perpetuando a falta de ações efetivas contra o aquecimento global. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o interesse econômico contribui para a perpetuação desse cenário caótico.

Urge, portanto, que o Ministério do Meio Ambiente promova campanhas de conscientização e políticas de regulamentação ambiental. Essas ações devem ser realizadas através de iniciativas educativas e incentivos para práticas sustentáveis, com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e promover um desenvolvimento mais sustentável. Dessa forma, o preceito constitucional será solidificado no Brasil.