Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?
Enviada em 16/10/2024
A Constituição Federal de 1988 foi esboçada com o objetivo de delinear direitos básicos para toda a população — como o de viver em um ambiente ecologicamente estável. Contudo, tal postulado é deturpado mediante o descaso com a temática do aquecimento global, que ameaça a vida na Terra. Acerca disso, para a discussão, hão de ser analisadas a inércia estatal e a ausência de debates.
A priori, a negligência governamental é um fator causador do aquecimento global não ser levado a serio no Brasil. Nesse sentido, conforme o contratualista Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir as medidas necessárias para o bem-estar da população. No entanto, o cumprimento dessa premissa não tem ocorrido, já que as leis e políticas públicas têm sido insuficientes para concientizar a população de que o estilo de vida atual gera danos à natureza, permitindo então a fabricação, em massa, de produtos insustentáveis. Como exemplo, o caso da maioria das empresas nacionais, que visam o lucro em detrimento da preocupação ambiental. Assim, a falta de ação política perpetua o problema.
Ademais, as mudanças climáticas também são ignoradas devido ao silenciamento. Nesse viés, a filósofa brasileira Djamila Ribeiro afirma que para se intervir em uma situação, antes, é preciso tirá-la da invisibilidade. Porém, o cenário nacional destoa desse pensamento, em virtude da falta de discursos que debatam sobre o tema, gerando uma cultura alienada do real impacto que uma vivência desregrada gera ao meio ambiente e de suas graves consequências. Um caso disso, é difundido nos meios midiáticos que o aquecimento global é um mito, produto de estratégias dos países para combater o consumo excessivo. Dessa forma, essa nebulosidade impede que as carências da população sejam atendias.
Portanto, medidas interventivas necessitam ser tomadas para reverter a situação. Logo, cabe ao Estado, organização estabelecida para exercer poder político sobre o corpo social, mudar as formas de produção e sensibilizar a população. Por meio da criação do programa “Aquecimento Global, em Foco”, que será responsável por premiar empresas que se destacam pela sustentabilidade e ministrar palestras educativas nas instituições de ensino. A fim de que o direito prometido na Constituição seja efetivamente ofertado.