Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 02/11/2024

De acordo com a Constituição de 1988, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, e é dever do Estado e do coletivo preservá-lo. Entretanto, contrário ao que diz a lei, grande parte do território brasileiro sofre com desequilíbrios ecológicos. Diante dessa problemática, fica claro como o capitalismo e a falta de informação agravam essa situação.

Em primeira análise, deve-se pontuar que o capitalismo está relacionado com o problema. Visto que, esse sistema econômico gera uma destruição desmedida no meio ambiente com a exploração de recursos naturais para continuar expandindo-se. Nesse contexto, segundo dados do IPCC, 10% das famílias mais ricas do mundo, as que habitam países desemvolvidos, emitem mais de 45% dos gases de efeito estufa que estão presentes na atmosfera. Porém, por mais que as famílias mais pobres não carreguem a responsabilidade das mudanças climáticas, essas são as que mais sofrem com as consequências. Com isso, é necessário conscientizar a população a cerca dos riscos do capitalismo.

Outrossim, é importante destacar como a desinformação tem um papel fundamental na subestimação do problema. Segundo a Organização das Nações Unidas, a falta de comunicação eficaz sobre o aquecimento global pode levar a uma má percepção da ciência climática, o que pode atrasar ou prejudicar as ações. Nesse sentido, a falta de informação dificulta uma possível mobilização social, uma vez que muitas pessoas não sentem vontade de agir, já que em seus olhos o problema parece distante ou pouco relevante. Logo, é visível como a desinformação afeta diretamente a resolução desse problema.

Infere-se, portanto, que o Estado deve agir de forma responsável para atenuar essa problemática. Cabe ao Ministério da Educação promover campanhas educativas em instituições de ensino, por meio de profissionais ambientalistas capacitados, que esclareçam a população sobre os impactos do aquecimento global e a importância de adotar práticas sustentáveis, como por exemplo, reduzir o consumo que gera o capitalismo. Tal medida tem o objetivo de tornar a sociedade mais informada sobre o tema, a fim de que todos passem a preservar a natureza assim como citado na Constituição de 1988.