Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?
Enviada em 23/03/2025
Segundo Sartre filósofo francês, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, o descaso relacionado as tragédias ambientais é advindo na falta de consciência da sociedade, que apesar de livre, não usúfrui dessa liberdade, de modo modesto, com empatia aos outros. E dos frutos desse descaso podemos citar dois: o desabrigamento das pessoas, decorrente da perca de suas casas e o apagamento das memórias afetivas, destruídas pelo desastre.
No desastre ambiental que aconteceuno Rio Grande do Sul foi apontado, pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que 735,5 mil pessoas ficaram desabrigadas e poucas dessas conseguiram recuperar suas casas, ou permanecer nelas sem risco. Diante desse cenário o Governo, apesar de presente, não conseguiu lidar sozinho, por falta de preparação, e foi necessário que os civis ajudassem com doações de roupas, dinheiro e mantimentos, com isso, percebe-se que o Estado não a impotância necessária para as tragédias.
Ademais, convém destacar que as falhas estatais também geraram a ausências dos locais que os indivíduos tinham víncluos afetivos. E como Jonh Raws vai dizer, na teoria do Pacto Social, que o Estado deve ser mantedor do bem-estar coletivo e a problemática desvirtua o mesmo, o Governo é culpado por elas.
Infere-se, portanto, prescindível a mitigação das contrariedades advindas do descaso relacionado às tragédias ambientais. Assim, o Ministério do Meio Ambiente, orgão responsável por promover ações sustentáveise proteger o meio ambiente, deve criar, mediante verbas governamentais, políticas públicas que vissem tornar o Estado atento para previnir e lidar com os desastres ambientais. Isso pode ser feito pela Ministra Marina Silva, por meioda criação de leis, para tornar o Brasil um país cauteloso e justo.