Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados
Enviada em 12/09/2023
Manoel de Barros, poeta pós-modernista, desenvolveu em sua obra a “Teologia do Traste”, cuja característica reside em dar valor às situações que são esquecidas pela sociedade. Segundo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, a discussão sobre os impactos da nova crise de refugiados que tem sido apresentada com as ameaças de guerras entre nações. Nessa perspectiva, é necessário pontuar as questões políticas e socioculturais como fatores que colaboram com a problemá_ tica.
Primordialmente, a questão política mostra-se como um dos desafios à reso_ lução do problema. Conforme Aristóteles, filósofo grego, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no cenário analisado, a população que se encontra em guerra e os refugiados não en_ contram o respaldo político necessário para ser solucionado, uma vez que os próprios líderes locais fomentam a violência, o que dificulta a solução do problema.
Outrossim, é preciso apontar a questões socioculturais como outro fator de causa. De acordo com Durkheim, sociólogo, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa ótica, é possível percerber que a ameaça de guerras e aumento no número de refugiados é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência é adotar esse comportamento também, o que acaba tornando sua resolução ainda mais complexa.
É necessário, portanto que medidas sejam tomadas para a resolução dos impactos pela nova crise de refugiados e a ameaça de guerra entre nações. Posto isso, o Governo deve, por meio de parceria com os órgãos responsáveis pela edu_ cação, lançar campanhas e palestras, a fim de desconstruir tal prática. Tal medida deverá focar em criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas dentro das escolas com o objetivo de formar individuos com comportamento e pensamento diferente de seus antepassados. Dessa forma, será possível o avanço para uma nação mais consciente e passiva.