Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados
Enviada em 13/09/2023
´´Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação´´. Na música ´´Que país é este?´´,da banda Legião Urbana, há a denúncia acerca de diver-
sos problemas sociais. Na realidade brasileira, isso pode ser observado na medida em que a negligência governamental e a fragmentação dos laços afetivos propor-
ciona impactos negativos sobre o acolhimento dos refugiados no país verde-ama-
relo.
Efetivamente, de acordo com a constituição de 1988, direitos básicos são assegurados à população, por exemplo, segurança. Entretanto, isso não ocorre de maneira efetiva no país, haja visto o fato de ainda existirem falhas quando relacio-
nada a acomodação dos refugiados. Essa constatação pode ser feita, visto que há a nitída ineficácia dos mecanismos legais perante o problema, pois o governo não consegue garantir que todos os cidadãos usem seus direitos propostos, devido a falta de fiscalização dessas leis. Dessa forma, estrangeiros que fogem de seus paí-
ses em guerra, como é o caso da Ucránia, ficam a mercê da falta de direitos e têm, infelizmente, seus direitos à dignidade ferido.
Ademais, a fragmentação dos laços afetivos, em grande parte da sociedade, é um motivos que contribue para a crise dos refugiados no país. Nesse sentido, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese ´´ Modernidade Líquida´´, a contempora-
neidade é caracterizada pela volatilidade dos direitos e dos deveres constitucionais. Isso é pertinente, sobretudo, porque a mídia- preocupada, unicamente, em satisfa
zer seus desejos laborais e pessoais- não propaga em seus canais comunicativos
reportagens que promova em seus telespectados o sentimento de empatia com os refugiados. Desse modo, a mídia prefere promover matérias sensacionalistas que aumentem sua audiência, enquanto os refugiados sofrem com a apátia da população.
Portanto, cabe ao Governo garantir um comitê formado pelo Ministério da Segu-
rança,Direitos Humanos. Nesse cenário, a ação se dará por meio de maior direcio-
namento de verbas para projetos sociais que garanta a fiscalização das leis e sua efetividade para os refugiados . Isso será feito a fim de remediar a negligência do governo e o individualismo, contrapondo o elucidado por Bauman.