Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados
Enviada em 14/09/2023
Na história contemporânea, as ondas migratórias de refugiados de guerra são problemáticas recorrentes ao redor do mundo. Episódios, como a guerra civil da Síria em 2011, forçaram milhões de sírios a fugirem do território e se abrigar em países vizinhos e no continente europeu. Entretanto, a crise humanitária e o preconceito ainda são observados com os recentes conflitos entre Rússia e Ucrânia, tornando desafiadora a subsistência dos necessitados. Observa-se, então, a urgência na implementação de políticas que visem reverter esse cenário e tornar a vida dos refugiados, digna.
Em primeira análise, a onda migratória em direção à outros países do continente europeu é marcada por uma rejeição do povo aos imigrantes estrangeiros. Como já observado anteriormente em 2011, no período da Guerra Civil Síria, era transferida para os refugiados a culpa pela crise econômica europeia na época, gerando assim, casos de xenofobia. Dados que reforçam essa idéia são da European Union Agency for Fundamental Rights, os quais constatam que ao menos um quarto dos estrangeiros que vivem na europa já foram alvo de crimes de preconceito. Tornando, assim, de difícil resolução a problemática da crise humanitária.
Outrossim, como causa do êxodo de refugiados, os países que os recebem enfrentam também desafios econômicos para recebê-los, garantir assistência social, como saúde, educação e moradia, e integrá-los no mercado de trabalho. Segundo a Agência do Trabalho alemã, o desemprego atingiu 5,4% em julho após a chegada dos imigrantes fugidos da Ucrânia. Impactando diretamente na economia do país para garantir o bem-estar do povo, como declara o filósofo francês Michel Foucault.
Emerge, portanto, a necessidade de medidas que objetivem mitigar esse cenário. Posto isso, é de suma importância que seja criado pelo Fundo Monetário Internacional, um fundo de auxílio que seria destinado para as nações que se dispusessem a receber os refugiados, com o fim de suavizar os danos econômicos sofridos por estes e posteriormente investir em infraestrutura para garantir acesso à saúde e moradia para os imigrantes. Desta forma, aguarda-se um controle da economia, minimizando os impactos da crise de refugiados e dando a eles uma vida digna.