Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados
Enviada em 19/09/2023
No livro ‘‘O Cidadão de Papel’’,do jornalista Gilberto Dimenestein,a denúncia de diversos meecanismos legais é feita,evidenciando uma cidadania aparente-metáfo-ra utilizada pelo auot.Nesse sentido, pode-se relacionar tal premissa ao que decorre no Brasil,quando se observa a crise dos refugiados.A partir desse contexto, é válido compreender o o principal motivador da crise migratória, bem como seu maior impacto social.
Com base nesse cenário,é importante perceber o quanto a falta de políticas sociais no Brasil advém do histórico desinteresse político e econõmico em promover um comportamento humanitário.Isso ocorre porque o desenvolvimento coletivo depende de uma minoria que detêm o poder econômico e da força de instituições nacionais,ou seja,pela cultura de administrar o Estado como um patrimônio privado.Essa teoria é estudada pela historiadora Lilia Schwartz e mostra o quanto,à me-
dida que a postura política de priorizar interesses pessoais se enraíza,as dificuldades de conduzir o crescimento do país sem gerar instabilidades são acentuadas e comprometem questões fundamen-tais para o seu desenvolvimento real,como práticas de inclusão.Dessa forma,nota-se uma omissão estrutural,já que o que impede o investimento em garantias básicas, não é a indisponibilidade de recurso(pois o Brasil está entre as 20 maiores economias do mundo, segundo o FMI), mas a falta de disposição política e econômica que seja capaz de garantir uma visão comum.
Além disso,é válido perceber o panorama de assimetria social como potencializador da problemáti-ca em debate.Segundo Ariano Suassuna ilustra pensador brasileiro,o território nacional está dividido em dois países distintos:o dos previlegiados e dos despossuídos.Sob essa lógica o autor faz um alerta a respeito da disparidade de renda e da oportunidade á informação vigente no Brasil.Conquanto perecebe-se que indivíduos migrantes padecem frente á carência de recursos e a ignorãncia.Tal prerrogativa dificulta o acesso ao trabalho remunerado,à cultura e educação, visto que a desinformação torna a sociedade passiva e inativa.
Portanto,é evidente a necessidade de mitigar os impactos da crise migratória. Desarte, o Governo Federal responsável por administrar o interesse público, a partir de medidas governamentais que destinem verbas à criação de programas de inserção de migrantes à economia. Não obstante, deve haver aulas em escolas pautadas no desenvolvimento e informação aos alunos. Tais ações serão realizadas com o intuito de garantir acesso ao trabalho e também a direitos indispensáveis aos cidadãos. Assim, o território se tornará dividido de forma igualitária em um único país contrapondo o que afirma Ariano Suassuna.