Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados
Enviada em 20/09/2023
O conflito sofrido na Palestina, o qual perdura há mais de 50 anos, é significativo na percepção dos impactos negativos de uma guerra sobre um povo. Ofensivas bé-
licas como essa, geram caos, destruição e forçam pessoas a deixarem seus territó-
rios, antes seguros, em busca de refúgios que garantam o mínimo necessário para sua sobrevivência. Similar à luta armada israelo-palestina, a presente Guerra da Ucrânia está ocasionando trágicos problemas humanitários. Dentre os quais, uma enorme massa de refugiados que precisa de infraestrutura social básica para se reconstruir, mas que não encontra, em outras nações, este preparo necessário.
Em primeira análise, é essencial reconhecer que a maioria dos refugiados ucrania-
nos buscam abrigo no Leste Europeu, de acordo com a Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (ACNUR). Apesar da proximidade com a
Ucrania, estes, por sua vez, são países fragilizados por um nacionalismo
reacionário, originado por processos históricos de conquistas e perdas territoriais, e, por conseguinte, não é receptivo à pluralidade cultural. Nesse cenário, além de não encontrarem apoio social, os imigrantes se deparam com outro óbice: essas nações estão despreparadas para lhes receber no quesito estrutura de serviços sociais básicos. Pois, uma vez ufanizadas as relações coletivas, dificilmente a sociedade irá se dispor a adequação e adaptação à nacionalidades distintas.
Ademais, tendo em vista o passado recente de conflitos bélicos na Guerra Fria, os países que mais recebem os ucranianos, ainda estão em contextode reorganização social. As suas democracias e serviços sociais básicos são novos e, até então, não estão completamente estabelecidos; o que se configura como fator potencializador do entrave com os imigrantes. A Polônia, por exemplo, nação com fluxo importante de refugiados, segundo a ACNUR, deixou a União Soviética apenas em 1991, além de ter sido palco de diferentes invasões e combates no século XX.
Portanto, é evidente que guerras geram questões humanitárias graves. Logo, cabe à ONU, através da implementação de políticas supranacionais de armistício e repasse de verbas para países que estejam recebendo refugiados, afim de que os mesmos possam investir em infraestrutura e conscientização de suas populações
acerca dos benefícios da pluralidade cultural.