Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados
Enviada em 25/09/2023
Os movimentos migratórios, sobretudo por motivos bélicos não são incomuns no contexto mundial. Atualmente, por exemplo, todo o mundo assiste os desfechos do conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia, dentre os quais o mais grave é a questão dos refugiados. Tal diáspora dos ucranianos que se dá em direção aos países europeus deve ser analisada com cautela, já que impacta diretamente os setores econômicos e sociais das nações receptoras.
Em princípio, a teoria banalidade do mal, da escritora Hannah Arendt, reitera o quão perigoso é velar um mal comportamento em sociedade, mesmo ciente de suas consequências. Nesse contexto, é cabível propor melhorias no que tange ao acolhimento e à receptividade dos cidadãos europeus ao refugiado, uma vez que segundo o Alto Comissariado da ONU, a Europa ainda é um dos continentes onde mais ocorrem episódios racistas e xenofóbicos contra estrangeiros. Nesse sentido, urge a necessidade de combater esse mal banalizado a fim de garantir efetiva hospitalidade ao público refugiado já tão vulnerabilizado.
Outrossim, é fundamental destacar que a entrada dos migrantes em novos países implica em um reordenamento político-econômico, visto que esses terão que se adequar também às necessidades de seus refugiados. Conforme propõe o sociólogo Habermas “incluir não é trazer pra perto, mas garantir ao outro condições para ser um cidadão de fato” Nesse sentido, no que tange à realidade ucraniana na qual os refugiados são em sua maioria idosos, crianças e mulheres, cabe aos Estados europeus, repensar e ampliar suas políticas públicas voltadas à previdência, saúde, educação e mercado laboral, com vistas a incluir esses cidadãos de maneira digna e por conseguinte, interromper o processo de favelização, tão comum nesses contextos.
Em suma, é notório que há uma crise humanitária que permeia os estratos sociais, econômicos e políticos tanto dos países em guerra quanto dos países abertos aos refugiados. Por isso, é dever dos Estados envolvidos garantirem a segurança e o acolhimento dos cidadãos vítimas desse conflito por meio da atitude empática, a qual substitui o ódio e a indiferença pelo amparo. Assim, os refugiados estarão seguros para se desenvolverem até poderem retornar ao seu país.