Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados
Enviada em 25/09/2023
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH),todos têm direito à paz. Fora da área normativa,entretanto,as ameaças de guerras entre nações põem em cheque essa prerrogativa,e produzem crueis impactos à sociedade advindos de uma nova crise de refugiados,que são obrigados a deixar seus lares para sobreviver. Ademais,as principais consequências desses impactos são a desigualdade social e o descolamento dentro de uma cultura.
Inicialmente,vale destacar a disparidade social como um eminente resultado dessa conjuntura . Sob essa ótica,segundo o escritor paraibano Ariano Suassuna, a sociedade é dividida em possuídos e despossuídos a partir de uma injustiça. Por analogia,quando pessoas se deslocam forçadamente devido a uma guerra,essas são inicialmente despossuídas de identidade nos países em que se refugiam. Dessa maneira,essas pessoas são desprovidas de direitos,e essa falta de direitos provoca uma precarização das relações de trabalho. Por fim,essa condição labutária intensifica atroz discrepância social entre cidadãos natos e os que são refugiados.
Outrossim,evidencia-se a sensação de não pertencimento por parte dos refugiados como outro fruto desse cenário de guerra. Sob esse prisma,no seriado americano “Todo mundo odeia o Chris”,ao estudar em uma instituição racista,além de sofrer preconceito por sua cor de pele,o protagonista tinha a sensação de descolamento social por estar adaptado à cultura da instituição. De forma símile a Chris,a abrupta mudança social no caso dos indivíduos em busca de refúgio,como no caso dos refugiados ucranianos,faz com que esses cidadãos sejam segregados culturalmente da pátria que lhes deu abrigo. A seguir,essa separação provoca a dificuldade de adaptação psicológica ao novo território,o que gera maléficas chagas mentais como a depressão e ansiedade.
Destarte,urge que haja medidas para solucionar as os problemas gerados pela nova crise de pessoas em situação de refúgio. Logo,deve o Estado,por intermédio do Ministério da Economia,enviar insumos financeiros a esse grupo atingido pelo conflito,por meio de ações de voluntários,a fim de garantir a paz e dignidade dessas pessoas,de maneira a haver uma ligação efetiva entre o Estado e a sociedade. Assim,as benesses da DUDH serão asseguradas na vida do ser humano.