Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados

Enviada em 02/10/2023

A série “Grey’s anatomy” aborda, em um de seus episódios, a dificuldade de uma senhora imigrante em conseguir atendimento médico nos Estados Unidos. Longe da ficção, a vida dos refugiados é semelhante a obra, uma vez que os estrangeiros não possuem sua cidadania reconhecida. Assim, é válido avaliar como a integração do imigrante é afetada pelo preconceito da sociedade.

Deve-se pontuar, de início, o preconceito que o imigrante enfrenta quando inserido em uma cultura diferente da sua. Nessa perspectiva, nota-se que a população vê o refugiado como um concorrente no mercado de trabalho e não pressiona o poder público para que garanta a cidadania dessa parcela marginalizada. Diante disso, tem-se a prática de uma política de eufemismo descrita pela antropóloga Lilia Schwarcz, na qual determinados problemas tendem a ser suavizados por não receberem a atenção necessária.

Consequentemente, o imigrante não consegue exercer o direito de cidadão. Isso ocorre, pois sem a legalidade da imigração, o refugiado não pode usufruir de direitos básicos como saúde e educação. Sob esse viés, vive-se na realidade na qual Milton Santos nomeou como “cidadania mutilada”, que corresponde a realidade na qual os direitos não são universais e nem desfrutados por todos.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas para reverter essa problemática. Dessa forma, é dever do Ministério da mulher, família e direitos humanos, na condição de responsável pela inclusão de grupos minoritários, promover a integração do refugiado na sociedade, por meio de políticas públicas que garantam direitos básicos, como o acesso à educação e a saúde, aos estrangeiros residentes no país. Espera-se, com essa providência, que o imigrante se integre a sociedade sem grandes impactos.