Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados
Enviada em 04/10/2023
Em primeira instância, constata-se que a carência de discussões acerca das ameaças de guerra é um dos motivadores do impasse. Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do “Silenciamento dos Discursos”, alguns temas são omitidos na sociedade, a fim de se ocultar as mazelas sociais. Sob essa perspectiva, na sociedade contemporânea, a visão do autor pode ser comprovada pela ausência de debates em escolas, visto que, poucos jovens tem pensamento crítico a respeito de diversos acontecimentos históricos, o que acarreta a manutenção do problema e a constante ameaça de conflitos já vivenciados anteriormente
Ademais, nota-se o desserviço estatal como uma das causas da situação precária que muitos refugiados vivem ao se abrigarem em outros países. Nesse contexto, o filósofo Zygmund Bauman criou a expressão “Instituições Zumbis”, a qual diz respeito ao fato de algumas instituições, como o Estado, estão perdendo sua função social. Desse modo, a teoria de Bauman é constatada no contexto dos refugiados, uma vez que, o Poder Público não adota medidas para que essas pessoas possam ter acesso à direitos básicos, como saúde e educação, o que acarreta a marginalização dos refugiados. Dessa forma, devido à omissão governamental, a problemática é agravada no meio social.
Portanto, faz-se necessária a adoção de medidas para conter essa problemática. Dessa forma, o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Saúde e Educação, devem criar projetos com o intuito de oferecer cursos profissionalizantes e educação básica aos jovens refugiados, além de garantir atendimento gratuito para quem não tem acesso à saúde, essa ação deve contar com médicos especializados e professores capacitados. Além disso, é imprescindível a ação das escolas, como formadora de novos cidadãos, para garantir ensino de qualidade, com criação de debates e estudos sobre sociologia e geopolítica, para que, assim, os jovens entendam a necessidade de manter a harmonia social e não repitam os erros do passado, como Cazuza retratou.