Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados

Enviada em 15/10/2023

‘‘Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas’’. A declara-ção realizado pelo sociólogo e escritor polonês Zygmunt Bauman, ao ser analisada sob a atual realidade do Brasil e do mundo, permite refletir sobre a importância de se discutir: os impactos da crises de refugiados e as ameaças de guerra entre as nações na malha social brasileira. Nesse sentido torna-se fundamental analisar à inoperância estatal refletindo na falta de políticas de acolhimento de refugiados, e também à crise econômica gerada pela guerra sob uma ótica global.

Primeiramente, a negligência governamental desampara o grupo social afetado pelo conflito. Segundo Achille Mbembe a necropolítica é adotada nas sociedades capitalistas como modo de subjulgar e controlar a vida e morte da população. Nes-se ínterim, durante a estruturação do capitalismo nas sociedades modernas as políticas se voltaram a favor da ciência demografica, como forma de ascensão da saúde pública, pois foi possível extender o prolongamento da vida da população. De maneira análoga, assim como o estado tem o poder de fazer viver determinado grupo, ele também possui o poder de morte ao invisibilizar corpos e não promover políticas de acolhimento como no caso dos refugiados da guerra da Ucrania.

Ademais, o setor de hidrocarbonetos é um elemento rico na extensão do terri-tório ucraniano, portanto, a exportação de produtos como petróleo é atingida mundialmente. De acordo com a reportagem da central de notícias Jovem Pan, a Russia — o segundo maior produtor mundial de petróleo na atualidade — foi excluída do sistema financeiro global de pagamentos, o Swift, em decorrência das invassões. Por causa dessas sanções econômicas, o preço mundial do petróleo tende a subir, ocasionando uma crise em diversos setores que ultilizam dessa for-ma de energia.

Portanto, nota-se que os conflitos entre nações é um problema que deve ser combatido. Para isso, é fundamental que o Ministério das Relações Exteriores — responsável pela conexão entre os países — mobilize as secretarias para criar uma ação conjuntal em prol da vida abastecendo de alimentos e oferecendo abrigo aos refugiados. Tal ação, ocorrerá por meio de verba pública, a fim de existir maior proteção social.