Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados
Enviada em 13/10/2023
Em 2013, com a chamada Primavera Árabe, diversos conflitos pela liberdade surgiram no Oriente Médio, deixando milhares de pessoas refugiadas em países vizinhos. Sob essa ótica, a ameaça de guerra entre nações é uma problemática extremamente recorrente no século XXI, responsável por gerar grandes fluxos migratórios para nações próximas. Diante disso, percebe-se que o aumento da xenofobia e da marginalização desses imigrantes são problemas advindos da crise global supracitada.
Sob essa perspectiva, convém enfatizar que a discriminação étnica agrava o tema em questão. Sobre isso, a União Europeia, maior bloco econômico da atualidade, demonstrou-se, à época dos grandes conflitos na Síria, intolerante a condutas imigracionistas, barrando a entrada de milhares de pessoas nos países que a integram. Nesta perspectiva, é nítido que um dos grandes desdobramentos das guerras é a ascensão do sentimento xenofóbico, tendo em vista o número de conflitos e o sentimento eugenista que, historicamente, cerceou o continente europeu.
Ademais, a marginalização de refugiados também colabora para o aumento da crise oriunda da ameaça de guerra entre países. Nesse cenário, com a Guerra do Yom Kippur, milhares de palestinos foram forçados a ocuparem áreas da Faixa de Gaza, um local na periferia do continente asiático marcado pela falta de água e recursos básicos para a sobrevivência humana. Sob esse prisma, percebe-se que a população palestina vive, há décadas, numa região extremamente carente e violenta, o que gerou uma das regiões com as maiores densidades demográficas do planeta, comprometendo, assim, a qualidade de vida e o futuro do povo árabe.
Portanto, a xenofobia e a marginalização são traços que alavancam a crise de refugiados advinda da ameaça de guerra entre nações. Então, é dever da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio dos países participantes do órgão supranacional, buscar a negociação nas regiões de grande tensão geopolítica, a exemplo do Líbano e da Síria, visando um acordo com os líderes e o cessar-fogo entre os Estados. Com isso, o fluxo imigratório será atenuado, tendo em vista que a paz permitirá ao povo permanecer em suas regiões de origem.