Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados

Enviada em 20/10/2023

A Constituição Federal de 1988, instrumento que define todas as normas jurídicas no Brasil, prevê, em seu artigo 6º, a garantia à segurança para todos os cidadãos. Todavia, fora dos papéis constitucionais, isso não ocorre, uma vez que as ameaças de guerra entre nações acaba por apavorar a população e criar tensões entre os paises. Desse modo, cabe debater como a falta de investimentos por parte do Estado e de informações da mídia contribuem para a permanência desse cenário.

De início, deve-se destacar que a adoção de ações inclusivas por parte do Estado sempre foram escassas e precisam de muitas lutas para serem conquistadas. Ademais, segundo Thommas Hobbes, o contrato social é um acordo no qual os cidadãos abdicam de algumas de suas liberdades em troca de garantias sociais para que seus problemas sejam resolvidos por orgãos competentes. Contudo, tal pacto não está sendo respeitado, posto que a ausência de atitudes em promover a construção de centros de refugiados que acolham os fugitivos de guerra e que proteja-lhes. Dessarte, é notório que o Governo deve sair do seu estado de inércia.

Outrossim, vale destacar que a mídia possui uma função importante no combate a cenários dessa natureza. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Theodor Adorno, os meios de comunicação detém o poder de influenciar na opinião pública e alterar paradigmas por meio de suas propagandas. Acrecenta-se que, um exemplo desse processo foram as repetidas campanhas nazistas que conseguiram não só criar a imagem de um lider carismático, mas também justificar as maiores atrocidades já cometidas pela humanidade. Dessa forma, torna-se perceptível como tal poder pode ajudar ou prejudicar toda a sociedade.

Portanto, para que esse problema seja superado, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Estado, em parceria com a mídia, deve investir na construção de campo de refugiados para darem comida, abrigo e segurança para os acolhidos, a fim de reduzir os apatriados em situação de peregrino. Isso pode ser feito por meio da destinação do dinheiro arrecadado em impostos para a criação de propagandas que colaborem para a criação centros de expatriados. Somente assim, mais vidas serão salvas e com isso a Constituição Cidadã será respeitada.