Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados

Enviada em 30/10/2023

Em 2010, a ativista paquistanesa Malala Yousafzai - na época, apenas uma criança - sofreu um atentado terrorista trágico, relacionado ao contexto lamentável de seus país. Ela e sua família, então, ganharam o título de refugiados e foram exemplarmente acolhidos no Reino Unido. Entretanto, a boa recepção dessas pessoas - migrantes forçados - nem sempre ocorre com êxito, principalmente devido à insegurança jurídica enfrentada em diversos países e à vulnerabilidade social que integra esse corpo social.

Em primeira análise, é válido questionar as origens da precariedade legal enfrentada pelos expatriados. Tal mazela está estreitamente relacionada à xenofobia de parte da população receptora, pois na medida que esses acreditam ser necessário barrar a entrada de estrangeiros, tendem a eleger representantes que materializem esse preconceito. Um exemplo desse fenômeno é o ex-presidente dos EUA Donal Trump, que usou a construção de barreiras físicas - o muro - como palanque eleitoral para conseguir apoio dessa parcela da sociedade.

Ademais, pode-se citar também a vulnerabilidade social dos refugiados no país de abrigo como um entrave no seu acolhimento. Esse aspecto é potencializado pelo desenraizamento cultural e familiar enfrentado por grande parte dessas pessoas, e também pela barreira linguística existente. Dessa maneira, a população deslocada fica desintegrada da sociedade na qual se refugia, e encontra dificuldades para acessar o mercado de trabalho e os serviços necessários.

Em síntese, são necessárias medidas de caráter internacional - para conter o avanço da xenofobia em todo o globo - e também ações regionais que promovam a coesão social dos exilados. Para esse último objetivo, o Estado brasileiro deve criar uma política extensiva de apoio ao refugiado, por meio de parcerias entre a federação e os municípios, que incluam a construção de grandes centros de apoio a esse grupo. Esses lugares devem fornecer apoio à integração linguística e bem-estar social da pessoa deslocada, pois são soluções importantes para promover sua boa adaptação em uma sociedade. Assim, as vítimas de perseguições e guerras encontrarão pleno refúgio, como no caso da jovem Malala.