Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados

Enviada em 31/10/2023

A série “Jane a Virgem” narra a história de Xiomara, uma mulher mexicana que fugiu do seu país pela atual conjuntura desse, introduzindo a temática do aumento do número de refugiados na atualidade e abordando, também, suas consequências. Fora da ficção, é notório que a produção cinematográfica possui verossimilhança no que tange a um tema de suma importância atualmente: ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados. Diante disso, é necessário explicitar que a inércia de órgão supranacionais e o preconceito populacional sustentam o problema.

Em primeira análise, desde 1945, após a Segunda Guerra Mundial, foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU), que tem como função garantir a paz e o cumprimento dos preceitos constantes na Declaração Universal dos Direitos Humanos, entretanto, não o tem feito. Nesse sentido, de acordo com dados disponibilizadas pela própria ONU, existem mais de um milhão de pessoas em situação de risco a vida, porém a instituição não mobiliza nem sequer metade de seu orçamento para auxiliar esses cidadãos. Por tal motivo, fica claro que a ineficácia dessas instituições que dificultam a resolução da questão.

Ademais, o povo se demonstra extremamente xenofóbico, cujo significado é: ter preconceito com tudo e todos que vem de outras nações, podendo até classificar sua própria pátria como superior as demais. Nessa lógica, atitudes como a Doutrina Monroe, que consiste em “América para os americanos” negando a vinda de tudo que é exterior ao próprio país. Por fim, nota-se que o etnocentrismo populacional proporciona dificuldades aos refugiados em se adaptarem.

Dessarte, em vista dos fatos supracitados, torna-se clara a necessidade de intervenção. A fim de permitir que os imigrantes vivam livremente, urge ao Ministério da Cultura criar, por meio de políticas públicas, projetos que visem a conscientização populacional. Isso pode ocorrer por meio de propagandas disponibilizadas em veículos midiáticos sobre a necessidade de ser empático com o estrangeiro. Com isso espera-se não somente que os refugiados tenham seus direitos respeitados como, também, que casos como o de Xiomara fiquem apenas na ficção.