Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados

Enviada em 31/01/2024

O filme “Destinos à Deriva”, produzido pelo streaming Netflix, retrata os desafios enfrentados pelos refugiados ao buscarem por paz e recursos em outras nações. Fora da ficção, a realidade dos expatriados não é melhor do que a apresentada, uma vez que esses precisam colocar a própria vida em risco em busca da sobrevivência. Logo, tal problemática deve-se a falta de empatia dos demais cidadãos e pela escassez de direitos ofertados pelos governos.

Nessa perspectiva, é válido mencionar o filósofo contratualista Hobbes e o seu pensamento. Assim, de acordo com ele, o homem é o lobo do homem, visto que os indivíduos tendem a criar conflitos ao invés de viverem em harmonia. Posto isso, o fato da xenofobia praticada por algumas pessoas, ou seja, a discriminação aos estrangeiros, deixa os exilados ainda mais em situações de vulnerabilidade e marginalização, como propõe a UNICEF. Sendo assim, a problemática cresce exponencialmente ao contrário de diminuir.

Outrossim, o despreparo governamental dos países acarreta em um dilema ético sobre o que fazer a respeito dos refugiados. Dessa maneira, a ACNUR -Alto-comissariado das Nações Unidas para Refugiados- propõe o direito de assegurar boas condições de vida para as pessoas forçadas a deixarem os seus países, entretanto, a realidade encontra-se com grandes centros de refugiados precários e que não dão dignidade aos exilados. À vista disso, essas pessoas ficam desamparadas pelos órgãos estatais os quais deveriam protegê-las.

Torna-se imperativo, portanto, medidas que visem a segurança dos refugiados. Por isso, é dever da ONU -Organização das Nações Unidas- promover sansões econômicas aos países que não cumprirem o proposto pela ACNUR, como emprego e moradia, para que assim os exilados possam recomeçar as suas vidas com qualidade. Somente assim, cenas como as retratadas no longa metragem serão apenas fictícias.