Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados

Enviada em 05/04/2024

A Guerra da Síria, iniciada em 2011, afetou abruptamente a população civil, estima-se mais de 24 milhões de pessoas, nos primeiros cinco anos de guerra. Diante do cenário, as pessoas são forçadas a sair de seu país de origem, causando necessidade de refugio em outros países. Em 2016, o número de pessoas que se deslocou de seus países fugindo de perseguições políticas e guerras chegou a 65,5 milhões. A Onu - Organização das Nações Unidas - considera a crise dos refugiados a pior crise humanitária do século.

Em primeira instância, o repúdio ao diferente é um comportamento humano recorrente desde a antiguidade. O termo “Xenofobia” é usado para conceituar as manifestações de aversão contra pessoas que são estrangeiras ou vistas como forasteiras. O grande número de imigrantes, principalmente de origem síria, que se deslocou em massa para a Europa, gerou um crescimento demográfico rápido, causando, dessa forma, repulsa dos europeus, que se baseiam em discursos xenofóbicos, além dos que alegam que os imigrantes roubam os empregos dos cidadãos.

Sob esse viés, apesar da crise de refugiados ter atingido com força a Europa, a maior parte das pessoas que fugiram da Guerra da Síria, dirigiu-se principalmente para cinco países do Oriente Médio: Jordânia, Líbano, Egito, Turquia e Iraque. Países esses, que têm pouca ou nenhuma estrutura para receber tantas pessoas. Há dificuldades em conceder quesitos básicos, como alimentação, abrigo e educação. Essas nações demandam muito mais assistências dos serviçoes públicos do que em países europeus - apesar de, nesse continente, o debate sobre receber ou não refugiados causa muito mais polêmica do que no Oriente Médio.

Diante do exposto, denota-se a urgência de propostas que alterem esse quadro. Portanto, é de obrigação da mídia a promoção de campanhas que icentivem denúncias de crimes advindos das perseguições culturais, para que assim, os impactos do preconceito sejam minimizados. Ademais, é proposto que países mais desenvolvidos, em parceria com a Onu, criem programas de melhor estrutura para abrigar refugiados de forma mais humanitária.