Ameaças de guerra entre nações: impactos da nova crise de refugiados

Enviada em 07/06/2025

O filme brasileiro “Era o Hotel Cambridge” retrata as vivências de refugiados sírios no centro de São Paulo, os quais buscam superar desafios quanto aos estigmas sociais. Sob tal ótica, é fato que a realidade apresentada pela obra é uma situação vivida por muitos migrantes, posto que as ameaças de guerra entre nações contribuem para a saída forçada dos locais de origem desses indivíduos. Logo, a partir desse contexto, é necessário discutir os impactos dessa nova crise, tais como a falta de políticas públicas e o aumento da violência contra estrangeiros no Brasil.

Diante do exposto, é importante destacar que a ausência de ações compatíveis ao acolhimento desses grupos é um dos impasses à integração nos países receptores. Nesse sentido, convém apontar que, devido ao perfil dos refugiados, como idosos e crianças, nota-se uma série de dificuldades referentes às políticas do cuidado, tais quais o acesso à habitação e a inserção na escola. Em meio a isso, observa-se que essas camadas vulneráveis não são contempladas com esse tipo de assistência social, o que corrobora a marginalização dessas pessoas. Tal cenário pode ser percebido pela matéria do Jornal O Globo acerca das migrações forçadas, a qual mostra a insuficiência de práticas governamentais para abrigar essa parcela da população global. Dessa forma, urge meios condizentes à inclusão desses sujeitos.

Outrossim, é válido ressaltar que, em virtude desse quadro instável entre os povos, percebe-se a expansão dos casos de discriminação. Nesse contexto, cabe citar que, em função da disseminação do ódio contra minorias, esses segmentos enfrentam riscos na vida cotidiana, tais como agressões e abusos, os quais comprometem a segurança desses exilados. Tal quadro pode ser visto no documentário “Adelante”, o qual relata os efeitos das violências sofridas por mulheres venezuelanas, como o medo. Desse modo, é crucial interromper esse ciclo de opressões.

Portanto, entende-se que medidas são essenciais para atenuar o retrato atual. Para isso, concerne ao Ministério dos Direitos Humanos, no papel de proteção aos refugiados, implantar ações de acolhimento, por intermédio da expansão de centros de assistência, e da conscientização acerca da intolerância, por meio de campanhas, a fim de favorecer o cuidado desses grupos e de garantir direitos. Assim, será possível assegurar condições dignas aos migrantes.