Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 11/09/2019
Em sua obra “Garota Exemplar”, a autora norte-americana Gillian Flynn descreve a história de uma garota que desaparece sem deixar vestígios e, com isso, uma busca frenética por encontrá-la começa. Fora das páginas, é fato que o desaparecimento de pessoas também é realidade na nação brasileira. Desse modo, medidas empáticas da população civil somadas a políticas públicas do Estado são urgentes para mitigar esse dilema.
A princípio, reconhece-se como o panorama supracitado gera uma preocupação incessante da família em procurar pela pessoa desaparecida. No entanto, é inconcebível acreditar que apenas a família consiga fazer essa busca que, muitas vezes, é territorialmente ampla. Acerca disso, rememora-se o discurso do filósofo Mozi, que disserta que a empatia é a ferramenta principal para transformações e melhoramentos sociais. Logo, é praxe inferir que quando uma comunidade auxilia - seja ela um bairro uma cidade, ou um estado - na busca por desaparecidos, as chances de que essa empatia social transforme-se em resultados positivos é muita maior.
Além disso, por mais que o auxílio da população civil é indispensável na busca por desaparecidos, não há como esperar que o governo se negligencie perante esse problema social. Segundo o contratualista John Locke, o Estado deve proteger seus cidadãos a qualquer custo e esforço, empregando medidas públicas a fim de dirimir possíveis contextos de anomia social. Portanto, torna-se imprescindível que ações de órgãos públicos, como da polícia, dos bombeiros ou das forças armadas, somem-se à inquietude popular e alavanquem os contingentes de busca nos mais diversos âmbitos, com o uso até mesmo, se necessário, de tecnologias especializadas para esse fim.
Destarte, medidas que almejam ampliar as redes de busca por desaparecidos são mister para a sociedade brasileira. Para tanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) forneça cursos e crie propagandas, por meio das mídias sociais, para compactuar o Estado com a população a fim de aumentar o contingenciamento de pessoas na busca de desaparecidos. Ainda, pode-se criar uma iniciativa, por parte do governo, que forneça um portal para que as famílias dos desaparecidos possam divulgar fotos e informações dos seus entes com objetivo de ampliar o conhecimento popular perante tal acontecimento. Dessa forma, é concebível um Brasil unido em busca de dirimir casos como narrados em “Garota Exemplar" .