Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 13/09/2019
De acordo com o filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau, a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. Essa visão é facilmente observada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, quando analisada a questão da falta de políticas públicas na busca por desaparecidos. Isso ocorre ora pela falta de uma ação efetiva nas buscas, ora por ausência de trabalho psicológico com as vítimas encontradas. Assim hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidar esse problema de cunho social, que assombra a população do século XXI.
Sob esse viés, pontua-se a falta de uma política eficaz na busca por desaparecidos como um empecilho à consolidação de uma solução. Conforme o ativista político Martin Luther King, quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele. De maneira análoga, o enorme número de casos de desaparecidos sem solução mostra como o sistema de localização têm aceitado falhas. Isso por que, de acordo com o portal de notícias G1, cerca de 78% dos casos de desaparecidos não são solucionados. Logo, esse fato traz grande preocupação entre a população que pode vir a precisar de um sistema de busca eficiente.
Do mesmo modo, destaca-se a falta de atendimento psicológico como um fator limitante para chegar à raiz do problema. De acordo com o psicanalista Sigmund Freud, o pensamento é o ensaio da ação. Sob o mesmo ponto de vista do autor, políticas públicas precisam, também, ser direcionadas às vítimas, para que se busque mais detalhes sobre o fato ocorrido e por consequência repare possíveis danos emocionais causados. Já que diversos casos de desaparecimento ocorrem com a mesma origem e não são investigados como situações interligadas, resultando na ajuda aos cenários criminosos, como os casos de tráfico de mulheres e jovens que continuam crescendo pelo mundo.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É fundamental, em vista disso, que o Ministério da Justiça em parceria com o Ministério da Saúde proporcionem a criação de leis a serem aprovadas pelo Senado Federal, que obriguem as empresas voltadas à área da comunicação a transmitir propagandas com fotos e nomes de pessoas desaparecidas, aliado a isso, faz se necessário a criação de postos de atendimento, a serem desenvolvidos dentro das delegacias. Esses postos podem atender às vítimas por meio de psicólogos que busquem tratar da saúde mental e coletar dados, com o objetivo de manter os casos parecidos em um banco de informações para investigações conjuntas. Só assim, a visão de Rousseau será contornada e a sociedade será mais justa e solidária.