Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 13/09/2019

Deveras é que as estatísticas evidenciam a caótica situação brasileira, e o número de desaparecidos não foge a tal dinâmica. Com um aumento constante, o fantasma da incerteza do paradeiro de um parente assombra cerca de 250 mil famílias ao ano e só tende a crescer, intensificando um cenário precário movido pela falta de políticas públicas e pela ineficiência da inteligência policial que, combinado a um cenário social preocupante, ocasiona em dados alarmantes.

Os números não mentem e escancaram uma problemática brasileira: o aumento gradual de desaparecidos acomete, principalmente, os jovens. Com um percentual de 72% - segundo a infografia de “O DIA”, jornal brasileiro -, a maioria sai de casa sob a justificativa de uma falta de  infraestrutura familiar ou devido a orientação sexual. A ineficaz ação da inteligência policial e a falta de uma diretriz adequada aos jovens e familiares acarretam no baixo percentual de localização ou em uma localização tardia, visto a frequência de desaparecidos encontrados mortos.

Em adição, a decadência das políticas públicas de saúde reflete no atendimento psicológico gratuito, que é sucateado e deixa ao alento mais da metade dos pacientes que procuram por consultas. Tal descaso agrava a falta de assistência aos jovens e os coloca em uma situação ainda mais vulnerável, o que sustenta suas justificativas para a evasão domiciliar. Não só, essa falta de auxílio afeta, também, os pais, que, na falta de instruções - principalmente em regiões interioranas, onde o descaso governamental à educação é ainda maior - cometem erros bruscos e afetam seus filhos psicologicamente.

Portanto, para erradicar o abandono de lar e controlar as estatísticas, é imprescindível a atuação do Ministério da Educação na divulgação de propagandas que desincentivem os jovens a abandonarem seus lares, os recomendando um amparo responsável que os auxilie neste âmbito. Além do mais, se faz necessário um maior empenho, promovido pelo Ministério da Saúde, na ampliação de políticas psicológicas públicas que dê assistência aos pais e aos jovens, os ajudando nas questões pessoais e domiciliares diminuindo, assim, os conflitos que sustentam os desaparecimentos. Por fim, uma cooperação entre o Ministério da Justiça e o Ministério da Ciência no desempenho de pesquisas e inovações que reforcem - e acelerem - a busca de desaparecidos é crucial, dificultando a perpetuação do sofrimento familiar e contribuindo na recuperação do indivíduo. Todas essas ações geram um cenário propicio a diminuição das alarmantes estatísticas.