Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 16/09/2019
De acordo com a Comissão Nacional da Verdade, muitas pessoas desapareceram no período da ditadura militar no Brasil. E, infelizmente os casos continuam a acontecer hodiernamente. Isso se evidencia não só no alto número de pessoas sumidas e em soma a falta de apoio do Poder Público, como também a ineficiência da família em evitar alguns casos isolados.
Em primeira instância, é importante ressaltar que no tecido social brasileiro os fatos relacionados ao desaparecimento têm tomado proporções assustadoras. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra 8 desaparecimentos por hora nos últimos 10 anos. Nesse viés, percebe-se que muitas pessoas estão ausentes de sua casa e muitas famílias não têm notícias e procuram o Estado em busca de apoio. No entanto, o Poder Público tem sido tão faltoso quanto os cidadãos sumidos, e acaba não colaborando no encontro dos familiares e muito menos apoio psicológico, que é essencial.
Ademais, convém relacionar ainda que, os sentimentos de insegurança, medo, impaciência, falta de apoio, depressão e medo convivem com as pessoas que pensam em sumir. Contudo, há ocorridos que poderiam ser evitados se a sensibilidade e o poder de observação na mudança de comportamento fossem usados pelos familiares. Consoante Eli Pariser, as pessoas vivem isoladas em suas bolhas e têm dificuldades em olhar para o próximo. Nesse contexto, a falta de empatia colabora para o isolamento e por conseguinte o desaparecimento. Logo, assim, se importar com o sentimento do outro é fundamental para evitar algumas tragédias.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomado a fim de resolver esses impasses. Cabe ao Estado investir em políticas públicas e cumprir com a Constituição Federal de 1988 que garante segurança e apoio na esfera social para todos; ademais, deve investigar até obter respostas concretas sobre os casos de desaparecimento e apoiar a família com consultas psicológicas e terapêuticas. Por fim, o setor educacional deve fornecer palestras para pais e filhos com o objetivo de ensiná-los sobre empatia e a arte de ouvir e analisar as mudanças comportamentais de outrem. Assim, a geração futura não será reflexo do passado intransparente da ditadura em 1964 a 1985.