Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 17/09/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o número de pessoas desaparecidas, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática, persiste intrisecamente ligada à realidade do país. Nesse contexto, não há dúvidas que o desaparecimento dessas pessoas é um desafio; o qual ocorre, infelizmente, devido não só ao déficit da segurança pública, mas também a falta de diálogo no meio familiar.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com o noticiário O dia, a cada 45 minutos, 22 pessoas desaparecem.Além disso, entre as meninas, a rejeição da opção sexual é a principal causa da fuga de casa. Diante do exposto, é inadmissível que esse número venha crescer, sem que medidas sejam tomadas a fim de reverter esse cenário deplorável.
Outrossim, destaca-se a falta de diálogo como impulsionador do problema. De acordo com Émile Durkheim, sociólogo francês, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada da exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a falta de diálogo e a rejeição dos pais, acabam gerando a saída de jovens e adolescentes de casa. A sexualidade é ainda um tabu a ser quebrado pela sociedade.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) devem formentar métodos de investigações mais eficazes com a finalidade de dar um desfecho para os casos, promovendo um conforto aos familiares. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por agentes da família, que discutam a sexualidade a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.