Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 17/09/2019
No seriado televiso Arqueiro Verde, o protagonista Oliver Queen fica desaparecido por 5 anos após um naufrágio. Infelizmente, não é possível acompanhar a trajetória das pessoas desaparecidas na vida real, fator de decepção para muitas famílias. Nessa perspectiva, é necessário avaliar o contexto da insegurança social como a causador dessa problemática, antes de combater as suas consequências com medidas públicas.
De princípio, desaparecimento é o sumiço repentino de algum indivíduo, que não foi encontrado nos lugares que costuma frequentar. Em virtude disso, no cenário brasileiro são contabilizados cerca de 82 mil desaparecimento anualmente, demonstrando a insegurança social vivida pela população. Haja visto que por muitas vezes o Estado é o responsável por garantir a segurança pública, a partir do momento que esse não a cumpre, estaria descumprindo também com um contrato social pré-estabelecido entre o governo e os governados, segundo Thomas Hobbes.
Ademais, muitas medidas de buscas são realizadas e não se sabe ao certo a sua real eficiência, devido a fatores integrados na sociedade. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em tempos líquidos, que dificultam a real relação entre os indivíduos, ou seja, as pessoas andam em multidões sem se quer repararem nas feições e aparências dos outros. Logo, não são capazes de identificar retratos de desaparecidos expostos nos cartazes em locais públicos, ou postados em redes sociais, e por isso os processos de buscas são demorados e nem sempre são positivos.
Portanto, a insegurança que assola a sociedade, assim como métodos de buscas pouco eficazes são fatores acerca do desaparecimento. Então, é necessário que o Governo Federal crie um sistema de supervisionamento por câmeras nas áreas de maior incidência de sumiços, como em cidades grandes, para que seja possível identificar onde essas pessoas passaram. Além disso, cabe às ONGs aumentar as ações de prevenção e de buscas nas ruas, por meio de panfletagem direta. Dessa forma, será possível proporcionar mais reencontros entre heróis, famílias e desaparecidos.